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14/05/2012 - 08:00
Onde habita o problema?
João Machado
Jornalista
joao@ecodosinos.com.br


Retomando a nossa série de editoriais interativos, nesta semana abordaremos a Secretaria Municipal da Habitação. Todavia, conforme promessa dada por este próprio humilde escriba para a atual Secretária da pasta habitacional, Andressa Favero, de respeitar a tradicional trégua de cem dias, nada diremos sobre a atual gestão. A habitação é casa. É moradia. É lar. É vida. Quando Jornal Eco do Sinos, em sua coluna Fatos & Boatos apresentou para os leitores a saída do antigo secretário Marcelo Pereira, os internautas, graças a Deus e à índole irrequieta dos leitores, se manifestaram. E bastante.

















Joceane Gasparetto, por exemplo, deu o pontapé inicial no facebook e lascou na lousa virtual: “Não entendo!! O Jaime (da Rosa, vereador) pode perguntar diretamente aos seus aliados. Enfim... Jaime denuncia irregularidades na Habitação, no tempo do Marcelo, do PDT, atual aliado de Jaime. Eu não tenho dúvida que a Habitação fez um excelente trabalho. Eles têm dúvidas de seus aliados, sempre tiveram, não respeitam coligações e opiniões. Já vi esta história antes”.

O internauta Anderson Souza Rodrigues diz: “mas eu pergunto ao jornal! Quem manda no município é o Prefeito ou os secretários? Quem decide afinal? Então vou votar nos secretários esse ano? Confundiu agora! Claro, nada pessoal ao jornal. É só uma pergunta”.

Alex Nero, sem rodeios, põe a cara a tapa e dá no facebook, incendiando a Babilônia (Roma, Sodoma?) com a maior sem-cerimônia e detonando tudo. Neronianamente falando, aqui: “Opinião (denúncia):
Estava eu a ler a estampa da capa Jornal Eco do Sinos edição 901 quando me deparo com a delicada manchete: “Andarilhos, pedintes e flanelinhas causam problemas no Centro”.
De início minha reação foi de indignação pela imparcialidade da publicação! Esta manchete afirma como se esse cidadão com necessidades especiais fosse sentenciado causa primária de tudo sem contar generalizando! Após a leitura da reportagem se descobre que a manchete expressou a vontade de terceiros sem princípios editoriais. Mas a matéria bem elaborada nos dá o caminho,boi a boi nessa questão importante. Uma longa reunião na comissão de segurança da Câmara de Vereadores ficou acertado que a secretária de Assistência Social deve intensificar no centro abordagens aos cidadãos da rua. Palavras do vereador Harri Zanoni: “resolvemos alertar as autoridades sobre o problema que vem se agravando a cada dia. Temos diversas reclamações dos comerciantes sobre abordagens de clientes, inclusive roubo. Precisamos encontrar uma saída”. Tudo bem, entendo que alguns furtam, outros esmolam, mas nunca se viu um movimento para resolver essa situação antes disso! Há pessoas que não roubam, não se drogam, até procuram emprego, mas vivem numa dimensão que você que come sua pizza e nem dá pisca para dobrar a esquina nunca notou! Quem já viveu essa situação sabe que Esteio não tem albergue, que só agora surgiu o aluguel social. Quem está sendo responsabilizado pela morte dos sem teto que dormiam em frente a estabelecimentos? (inclusive esse ano). Que tal responsabilidade social de verdade do comércio de Esteio para chamarmos de cartão postal! Que tal respeitar o ser humano, o direito de ir e vir da Constituição Federal e arranjar uma solução não provisória. Mas um acompanhamento para reintegrar o ser na sociedade? Portanto, não culpe os andarilhos, a causa dos problemas partem de uma ausente política de combate a marginalização, fraco apoio da sociedade e comércio e atitudes tardias de representantes que, como disse o próprio vereador Harri Zanoni ao Jornal Eco do Sinos: alertar as autoridades sobre reclamação dos comerciantes... Ele não se preocupou, nem agora nem antes com a situação do ser humano... Tudo bem, sacrificamos alguns pelos comerciantes da cidade!!! Tá lá, apenas leia”...

Arlete Silva aí eu queria um cargo e um salário deste pra mim tbm...

Nádia Pereira Grandes perdas, mesmo nós que o diga falta de comunicação é grande.

Rafael Ortiz eu continuo a sonhar que um dia teremos uma segurança pública melhor, serviços públicos de qualidade e que todos possamos viver com dignidade, basta escolhermos homens públicos comprometidos com a sociedade e não associados a corrupçõo como a imprensa tem noticiado. Quem viver verá!