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13/04/2013 - 19:23 Imprimir a not�cia
CELULARES E CORRENTES DOURADAS
Marlos Rolim
marcos@rolim.com.br
Direitos Humanos e
Segurana Pblica Consultoria


A cena banal. Sala de espera do banco, vrias pessoas aguardando pelo atendimento.Um cliente dirige-se a um balco lateral, a procura de alguns envelopes, quando seu celular toca, estridentemente. Ele atende e mantm conversao sobre uma festa. O colquio envolve os engradados de cerveja necessrios e quem ficou de comprar a carne, entre outros temas relevantes. O homem usa uma corrente dourada que aparece sob a camisa desabotoada e fala alto. Diz ceva ao invs de cerveja. Fico me perguntando o que eu tenho a ver com as cevas ou com a costela. Pergunto-me muito. Nem sempre obtenho respostas. Certas dvidas me acompanham por meses. Elas ficam em um canto, hibernando, at que, sbito, pulam faceiras diante da impresso de que encontraram uma resposta. Houve uma poca em que se podia ler ou descansar em um nibus, por exemplo. Isto foi antes do celular. Hoje, h uma tortura nos nibus, porque as pessoas conversam todo o tempo aos telefones e sobre coisas to complexas e interessantes como cevas. Devemos proibi-las?H avanos, claro. Aparentemente menor o nmero de pessoas que atendem o telefone durante sesses de cinema. Em compensao, muitas seguem consultando e brincando com suas maquininhas, produzindo, em uma sala escura, fachos de luz sobre os olhos dos que esto sentados atrs delas. Em cada um destes comportamentos, o que preside a conduta de quem manipula o aparelho a total desconsiderao pelos outros. Quem fala ao celular em local pblico sentencia os demais a compartilhar o que ningum merece.Em um texto clebre intitulado Da liberdade dos antigos comparada a dos modernos, Benjamin Constant sustenta que, para os antigos (Roma, Esparta, Atenas), a liberdade era o mesmo que liberdade poltica. Algum s poderia ser considerado livre na medida em que tomasse parte do debate poltico e pudesse, assim, ser protagonista nos temas que, por definio, interessam a todos. J para os modernos, a liberdade passou a ser, cada vez mais, a liberdade individual, o direito de fazer aquilo que a lei no proba etc. Se um ateniense dos sculos V e VI A.C. nos visitasse.